Falando em Educação...

Espaço preparado especialmente para aprofundar os conhecimentos sobre educação, infância, filhos, entre outras experiências relacionadas ao universo da criança.

Atualizado pela nossa equipe, aqui você encontra textos, vídeos, frases, tirinhas, imagens, tudo escolhido criteriosamente para refletir, provocar, informar. 

Quando colocar nossos filhos na escola?

Quando nasce uma criança, nasce uma mãe, um pai e muitas dúvidas... Uma delas é “quando devo colocar meu filho na escola?” e a resposta não é simples, pois, deixá-lo sob os cuidados de alguém que você, muitas vezes, acaba de conhecer gera grande angústia. A escolha da escola deve ser feita com tempo, para conhecer os espaços, as pessoas e a proposta pedagógica. Sim, seu filho é pequeno, mas a proposta pedagógica faz toda diferença no desenvolvimento emocional, físico e intelectual da criança.Vivemos em uma geração em que as famílias, muitas vezes, são compostas por mais adultos que crianças. Antigamente as famílias eram constituídas de poucos idosos, alguns adultos e muitas crianças; a expectativa de vida aumentou e proporcionalmente existem mais adultos, além das famílias terem encolhido de tamanho. Para complementar o quadro, poucas crianças ainda têm a oportunidade de brincar na rua, com vizinhos e amigos. A violência ganhou espaço nas cidades e fez com que os pequenos fossem incentivados a não confiar no outro e, consequentemente, obrigados a ficar em casa com novos amigos – televisão, games, internet e, apenas quando possível, com os pais e amigos.

 

Ir à escola é a primeira “aventura” fora dos olhos e cuidados da família, por isso, um momento delicado, que exige atenção e preparo por parte da escola, para acolher e planejar o período de adaptação. Um ponto chave quando se trata de educação de crianças pequenas, é a socialização. A escola é o lugar onde a criança não só irá disputar a atenção dos educadores, mas também onde vai querer, ao mesmo tempo em que seu colega, um brinquedo; e este não estará disposto a abrir mão dele com facilidade. O convívio com outras crianças vai trazer algumas dificuldades que até então ela desconhecia. Por outro lado, ela vai poder, desde cedo, formular hipóteses e desenvolver formas de contornar cada uma delas. Pequenas mostras “de forma colorida” que a criança enfrenta no seu dia a dia na Educação Infantil, mas que quando adulta irá se posicionar frente à vida.

 

No entanto, a escola como uma instituição profissional, não tem sua preocupação somente voltada à socialização, higiene e afeto. A preocupação com o Projeto Político Pedagógico permite pensarmos na criança como um todo, capaz de se expressar em mais de 100 linguagens, de produzir cultura e desenvolver-se no tempo oportuno da plasticidade neural. Explico: nosso cérebro é formado através de um processo contínuo, que se inicia antes do nascimento. Estudos mostram que a capacidade de formação de novas conexões neurais (sinapses) é muito maior nos primeiros anos de vida que em todos os demais. As influências interativas, os estímulos e as experiências moldam o cérebro em desenvolvimento. Desta forma, os alicerces para um desenvolvimento rico se dá com maior força de 0 a 6 anos de idade, período no qual alguns princípios da neurociência indicam que oferecer condições favoráveis para o desenvolvimento é infinitamente mais eficaz do que em qualquer outro período da vida. Pode-se dizer com segurança que, horas de educação de qualidade na primeira infância equivalem a semanas, ou até mesmo meses, de investimento em ensino fundamental, médio ou superior.

 

O que se vive na primeira infância faz diferença por toda a vida. Relacionamentos afetivos, estáveis e ricos em experiências de aprendizagens, promovem benefícios permanentes para a própria aprendizagem, para o comportamento, para a saúde física e intelectual. Qual é a idade certa para colocar seu filho na escola? Agora!

Paula Ourique

Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.

Rubem Alves

Feche os olhos e imagine uma escola...  Pronto; abra os olhos e esqueça tudo! Essa escola não existe no desejo e no coração de um grupo de profissionais, que ousadamente se reuniu em torno de um sonho: fazer uma escola capaz da descolarização.  Estranho?  Então, vamos até o fim destas palavras. 
Sabemos todos, e com a devida ajuda das pesquisas acadêmicas, que as escolas brasileiras, da forma como estão organizadas, não correspondem às mudanças do contexto atual, conhecido como a “sociedade indefinida”, na qual é impossível estabelecer modelos de comportamento. Diferente de outros tempos, já não podemos definir, por exemplo, as carreiras profissionais de sucesso ou a melhor estrutura familiar a se organizar.

 

Nada mais está no lugar.  Ou melhor, nada mais está no NOSSO lugar. Aumentam as possibilidades e também as dúvidas.  Mais do que a capacidade de adaptação, precisamos desenvolver a capacidade de investigação, diálogo, cooperação, criação, participação e aprendizado constante. Fácil? Não... sobretudo para a geração adulta, acostumada com respostas prontas e certezas fáceis.

Talvez por isso, esse grupo de profissionais tenha se motivado a quebrar paradigmas: inclusive os próprios. O desejo é oportunizar novas estratégias para a capacidade humana, criando um espaço aberto às muitas formas de expressão da inteligência. Desejo, aliás, que define claramente o que chamamos de descolarização.

Descolarizar é combater o que acontece hoje, onde a escola “a pretexto de preparar a criança para a vida, impede-a de viver a sua infância, confinando-a por quatro a cinco horas diárias em uma sala de aula, sentada passivamente enquanto o tempo passa e ela fica privada do que mais deseja e necessita para viver, que é brincar e gastar prazerosamente suas energias vitais que são o apanágio de sua condição de criança”, como afirma Vitor Paro em sua crítica à estrutura da escola.

É verdadeiramente triste, ainda nas palavras de Paro, “ter a consciência de que, todos os dias, dezenas de milhões de crianças, em todo o território nacional, se sentam para “se preparar para a vida”, deixando a vida passar e perdendo a oportunidade real de extravasar toda sua energia, empregando-a para viver de modo pleno sua alegria, criatividade e inteligência.”

Por isso, também, o projeto em construção prevê a existência de um espaço educativo “intermulticultural” e flexível, que dê conta da heterogeneidade e que possa criar e recriar propostas pedagógicas inovadoras, investigando e reconhecendo diferentes expressões de aprendizagem .

Parece um sonho? Sim, parece. Porém, como diz a canção: “um sonho sonhado sozinho é um sonho; um sonho sonhado junto é realidade”.

Aliás, realidade perfeita para aqueles, que como eu, desejam esquecer tudo que vem à mente quando fechamos os olhos para encontrar a imagem de uma escola.

Mercia Falcini

Sou fruto da criança que fui

habilidades fundamentais para toda a vida. A capacidade cognitiva, emocional e física de aprendizagem depende fundamentalmente do desenvolvimento nas primeiras fases da educação. Uma pessoa carente de infância certamente enfrentará mais dificuldades ao passo que um indivíduo bem estruturado conseguirá resultados extraordinários com mais naturalidade.

 

Deste modo, o direito da criança deve ser maior que o de ir à escola, toda criança tem de ter direito a pensar livremente usando a linguagem que imaginar; ninguém pode criar amarras que restrinjam o desenvolvimento do indivíduo a um padrão pré-formatado. Tocar, ouvir, ver, sentir, replicar, inventar, errar, acertar, tudo é válido para que a infância tenha eficácia. É a autonomia que faz o aprendizado e constrói a cultura, definindo o ser crítico que respeita aqueles que estão ao seu redor. Nesse contexto os espaços possibilitam a aprendizagem e estimulam a descoberta e a utilização das linguagens das crianças, quais sejam falar, escutar, pensar, amar, brincar, sonhar, entre tantas outras.

 

As crianças devem ter direito à infância! Não podem fazer o que querem a qualquer hora, mas devem ser estimuladas a quererem fazer o que é melhor. Que tenham tempo para brincar, que participem da construção do saber, que produzam cultura e sejam ouvidas.

 

Bom é saber que existem lugares no mundo onde a educação prima pela vivência plena da infância, como na região da Reggio Emília na Itália, onde as crianças têm vez e voz… Quem sabe com experiências assim possamos ver nos adultos as crianças bem desenvolvidas em escolas de vanguarda.

 

Texto da Pedagoga Paula Ourique publicado na Revista Regional, http://revistaregional.com.br/.

As lembranças da nossa infância estão recheadas de sabores, cheiros, vozes, lugares, pessoas, cicatrizes. Cada um dos recheios contam histórias, nos formam e nos conformam. Ser criança é acreditar que tudo é possível, é ter o mundo na imaginação, é experimentar todos os dias o desconhecido e vivenciar o já conquistado, é ampliar o repertório das possibilidades e é também crescer. Parte tão intrínseca de ser criança é crescer, e quando se percebe já se é adulto: um indivíduo construído de cada pequena experiência da infância.

 

Contudo, será que toda criança tem uma infância plena? Tem a oportunidade de chegar ao máximo de suas experiências com o tempo e as condições necessárias que sustentam essa fase da vida?

 

A educação é um direito no Brasil, hoje obrigatória a partir dos seis anos e em 2016 a partir dos quatro. Entretanto, ir à escola simplesmente não garante a educação. Estudos mostram que os primeiros seis anos de vida, conhecidos como Educação para a Primeira Infância, constituem o período de maior plasticidade neural ao permitir a aquisição de funções básicas, geradoras de 

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